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quarta-feira, 25 de março de 2015

“A Natureza é Rainha e o Mar é Rei”

     O dia 21 de março amanheceu frio e chuvoso.

     Os Novos Trilhos reuniram-se em Porto Touro, perto do Cabo da Roca para uma caminhada curta (17 km) mas muito exigente sob o ponto de vista físico.

     A primavera acabara de chegar e a flora costeira, fez questão de recebê-la com uma orgia de cores e cheiros, que inundou os nossos sentidos e nos transportou para um mundo onde "a natureza é rainha e o mar é rei".




    

 A caminhada decorreu fundamentalmente ao longo da belíssima costa envolvente ao Cabo da Roca, num percurso técnico, de constantes subidas e descidas que moderaram o ritmo da caminhada e, que por via disso, nos permitiu apreciar as fantásticas falésias da região, constantemente fustigadas  por um mar revolto, a que damos o nome de Oceano Atlântico.

  
   
Os trilhos estreitos “rasgam” as falésias e servem de guia a um grupo coeso e unido que aproveita as pausas para restabelecer energias e reforçar o espírito de grupo. 


    

 A última grande subida culminou com a chegada ao emblemático Cabo da Roca, por ser a ponta mais Ocidental do Continente Europeu. 
     A subida é íngreme, o cansaço é notório e lá no alto, inúmeros turistas observam-nos com um misto de curiosidade e admiração por tão heroico esforço.
     Lá em cima  o esforço e cansaço são recompensados pela fantástica paisagem que faz deste local um dos mais procurados pelos turistas de todo o mundo.

     

     À chegada sentimo-nos vivos, fortes quase como se fossemos imortais.

     A chegada é por isso triunfal e o local o ideal para a habitual foto de grupo!
    


     Para memória futura, e porque recordar é viver, esta cronica não ficaria completa sem os já habituais vídeo e vídeo fotográfico da magnífica caminhada.





terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

PELOS CAMPOS DE LAPIÁS

Nos primeiros dias de Novembro conforme agendado la fomos a procura dos famosos campos de Lapiás. Ponto de encontro: Olelas, uma pequena aldeia  a vinte e poucos quilómetros a Norte de Lisboa, na região de Sintra.
Depois de contadas e conferidas as almas, partimos em direção à Pedra Furada nos arredores de Negrais, a terra do famoso Leitão.



Pelos campos de Olelas






Chegámos então ao famoso campo de Lapiás de Negrais e admirámos esta pérola de formações geológicas calcárias resultantes de processos cársicos que formam um verdadeiro bosque petreo labiríntico de notável beleza.



Lapiás de Negrais










Lapiás



Trilho dos Lapiás




Bosque de Lapiás


 Um verdadeiro bosque encantado digno de qualquer história infantil e motivador de grandes enredos de sonho.






Trilho de Lapiás

E para nos fazer voltar à terra depois de tão inesperada incursão por bosques do além, eis que surgem a nossa frente as antenas parabólicas da Marconi de negrais assim a modos de uma aparição sobrenatural no meio de um verdejante campo de couves...



Antenas Marconi - PT




Antenas no Couval de Alfouvar


Depois desta bela surpresa seguimos pelos campos saloios até à serra de Olelas onde visitámos as ruínas de um castro pré-histórico mais conhecido pelo Castro Eneolitico de Olelas.








Ruínas do Castro


Marco Geodésico da Serra de Olelas


Em seguida descemos até ao fundo do vale da Calada para voltarmos a subir e visitarmos a gruta do arco que faz parte de um sistema de varias grutas existentes neste maciço e que já serviram de abrigo humano nos tempos pré-históricos.




Gruta do Arco





Depois deste périplo pelos vestígios pré-históricos de Olelas dirigimo-nos a um local histórico religioso mais recente, o santuário de Nossa Senhora da Piedade da Serra, local de antigas romarias.



Santuário de N. Senhora da Piedade da Serra


Após uma breve visita ao adro do santuário, descemos a encosta do monte Marçabel e voltámos a Olelas com mais uns kilómetros acumulados à nossa já longa história.





Até à próxima!





terça-feira, 8 de outubro de 2013

Porto Touro




Estávamos nos últimos dias de Agosto e tínhamos combinado efetuar a próxima caminhada no primeiro sábado de Setembro que seria daí a uma semana, as férias tinham acabado e estava em casa a pensar se deveria ou não caminhar no dia seguinte, sábado. Almocei e logo a seguir decidi que não ia ficar quieto, tinha de caminhar e sem pensar mais lancei o repto no facebook as pessoas do grupo... quem queria ir caminhar no dia seguinte?

Os apelos tiveram ouvidos e as reacções não se fizeram tardar, durante a tarde fomos nos juntando e ao fim do dia éramos 11 almas prontas a desafiar as falésias do Cabo da Roca, ponta mais ocidental da Europa e no dia seguinte com muito calor e bem cedo chegámos ao ponto de encontro na aldeia da Azoia.

Dali rumámos ao oceano às falésias do Guincho Velho e ao chamado Porto Touro mas para nossa decepção apenas avistámos terra queimada, cinzas e odor a fogo de um incêndio havido 2 dias antes. Apesar disso ainda havia beleza naquelas paisagens embora uma beleza triste sinal de destruição de uma zona que antes era escrita em tons de verde.



Ao longe o Abano


Terra queimada






E chegámos as arribas do Guincho Velho, um local mágico cheio de ilhas-rochedos e falésias alcantiladas com as varias tonalidades de rocha a compor a paisagem, um dos mais belos locais da costa portuguesa.



Guincho Velho

Guicho Velho




Por belos e difíceis trilhos chegámos ao Porto Touro e ao chamado Espigão das Ruivas, um sitio arqueológico sobre o qual já muita tinta correu, havendo quem defenda ter sido uma espécie de farol pré-romano, outros um santuário de culto ao sol e a lua.

Porto Touro


Porto Touro










Contornámos assim todo o rendilhado de costa que vai do Guincho até ao farol do cabo da Roca, com subidas e descidas íngremes, rochedos, falésias e trilhos difíceis e paisagens verdadeiramente surreais.




Malhada do Ouriçal
Cabo da Roca








Chegados ao Cabo da Roca parámos no fresco de um bar ali existente onde nos refrescámos e recuperámos do forte calor que se fazia sentir.

Farol do Cabo da Roca



Novamente rumámos para sul, para a aldeia da Azoia onde tínhamos deixado os carros e assim completámos mais uma rota pequena mas tão bela quanto difícil.